quinta-feira, 10 de setembro de 2009

14ª Bienal Internacional do Livro

Começou, nesta quinta-feira, a 14ª Bienal Internacional do Livro. Com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o cônsul geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Dennis Walter Hearne, o evento foi oficialmente aberto no início desta tarde. Este ano, a expectativa é de receber 600 mil visitantes.

Uma das bandeiras levantadas nesta edição é o apoio à leitura para deficientes visuais. Durante a abertura, a Escola Municipal Conselheiro Mayrink adquiriu dois exemplares para sua biblioteca. O livro em braile "A Arca dos Bichos" foi entregue à aluna Sara Regina da Silva de Oliveira, enquanto a aluna Paloma Bernardo representou a instituição ao receber o áudio-livro de "A Moreninha". A cidade conta com 204 instituições de ensino para deficientes visuais.

Na Bienal, representantes das 1.063 escolas e creches municipais receberão um vale de R$ 550 para a compra de livros. Eduardo Paes comemorou estar à frente do evento pela primeira vez. "A primeira Bienal como prefeito a gente nunca esquece", brincou. Ele comentou ainda que a feira de livros é importante como atividade econômica, mas destacou a importância desta para o futuro do Brasil. "O país só vai ser grande e melhor se conseguirmos educar jovens e crianças e incentivar o hábito da leitura", disse.

O prefeito, no entanto, admitiu que nos últimos meses não tem tido muito tempo para a leitura. "Eu estou especialista em ler relatórios", afirmou o Paes, que prometeu neste fim de semana reservar um tempo para levar os dois filhos à Bienal.

O governador Sérgio Cabral falou sobre planos da Secretaria Estadual de Educação. Ele afirmou que abrirá um edital para a implantação de uma biblioteca pública em cada município do Rio de Janeiro. Além disso, garantiu a reforma da Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, localizada no centro da capital fluminense. Segundo ele, serão gastos R$ 40 milhões. Ele adiantou ainda que, até o final do mês de novembro, 19 mil salas de aula serão equipadas com ar condicionado.

Representando o país homenageado nesta edição, o cônsul geral dos Estados Unidos, Dennis Walter Hearne, defendeu as similaridades entre as duas nações. "Somos países irmãos. Nossas culturas são diversas e ricas", comentou ele, que falou ainda sobre a visita de escritores norte-americanos ao evento. "Muitos deles são premiados e estão na lista dos mais vendidos do "New York Times" e são muito queridos no Brasil".

A presidente do Sindicato dos Editores de Livros, Sônia Machado Jardim resumiu o diferencial de visitar uma feira de livros em pleno século 21. "Nos tempos virtuais, não há substituto no prazer de um passeio pelas prateleiras e a descoberta de livros e autores desconhecidos", defendeu ela.

A Bienal do Livro vai até o dia 20 de setembro e esse ano tem três novidades. Na 'Floresta de Livros' é possível ter contato com livros aliando tecnologia e informação. O espaço ' Mulher e Ponto' é dedicado ao debate de temas de interesse das leitoras do país e o ' Livro em Cena' será palco de leituras dramatizadas de clássicos da literatura brasileira.

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